Dez anos da Lei de OSCIP

reflexões sobre algumas de suas fragilidades

Autores

  • Katiani Lucia Zape Universidade Jorge Amado. Universidade Católica do Salvador. Faculdade Fátima do Rio Grande do sul. Universidade Federal da Bahia.

Palavras-chave:

Terceiro setor, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, Lei 9.790/99, Fragilidades

Resumo

A Lei nº. 9.790/99, que instituiu a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), completou dez anos no mês de março. Entre as novidades introduzidas pela lei estão: o reconhecimento de organizações que atuam em áreas emergentes; a possibilidade de remuneração de seus dirigentes; a introdução de instrumentos de accountability e controle das ações e aplicação de recursos; e uma nova forma de relacionamento entre as organizações qualificadas e o Poder Público, o Termo de Parceria. Esses dez anos foram suficientes para a qualificação de quase cinco mil organizações e também, para esfriar os debates em torno da norma, apesar de muito ainda haver para se discutir. O presente artigo tem como objetivo realizar algumas reflexões, sobretudo, no que diz respeito à implementação desta norma. Para tanto, realiza uma rápida comparação entre as expectativas criadas em torno da norma e do incorporado ao texto legal com a realidade vigente. Essa reflexão é fruto das observações bibliográficas, estatísticas e in locu realizadas durante a construção de nossa dissertação, a qual teve como escopo analisar se a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP - trouxe mudanças para o desenvolvimento institucional das organizações privadas sem fins lucrativos soteropolitana, realizadas na cidade de Salvador, no período de setembro a novembro de 2008.

Biografia do Autor

Katiani Lucia Zape, Universidade Jorge Amado. Universidade Católica do Salvador. Faculdade Fátima do Rio Grande do sul. Universidade Federal da Bahia.

Advogada, Professora de Gestão Pública e Fundamentos da administração Pública da Universidade Jorge Amado. Mestre em Políticas Sociais e cidadania pela Universidade Católica do Salvador, especialista em Gestão de Organizações da Sociedade Civil pela Faculdade Fátima do Rio Grande do sul e em Gestão do Desenvolvimento e Responsabilidade Social pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social da Universidade Federal da Bahia (CIAGS/UFBA).

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Publicado

2010-02-04

Como Citar

Zape, K. L. (2010). Dez anos da Lei de OSCIP: reflexões sobre algumas de suas fragilidades. Seara Jurídica, 1(3), 30–41. Recuperado de https://publicacoes.unijorge.com.br/searajuridica/article/view/434

Edição

Seção

Artigos