Educação, progresso e disciplina na Salvador Republicana

a criança como ponto de partida

Autores/as

  • José Augusto Ramos da Luz Universidade Estadual de Feira de Santana. Faculdades Jorge Amado. Universidade Federal da Bahia.

Palabras clave:

educação, progresso, disciplina, infância

Resumen

As idéias sobre educação, povo e nação estiveram cada vez mais presentes no ideário republicano. A educação possibilitaria a construção de uma nação civilizada. A ideologia do progresso trouxe consigo uma visão idealista que caracterizou as ações de uma elite de políticos e intelectuais brasileiros, que acreditavam que leis e reformas poderiam instaurar a modernidade, mudando um cenário moldado por conflitos políticos, crise econômica e miséria social. Na verdade as idéias de civilização e progresso veiculadas pelas elites brasileiras, fundamentadas em modelos europeus e norte-ameri canos, serviram de parâmetros para ef etivar um processo de exclusão e controle do povo que trouxe em adjetivações como apático, doente, bárbaro, inculto, feroz, amorfo, a implícita necessidade de tutelamento, por parte das elites, das massas consideradas ameaçadoras. A sutileza do controle social podia ser percebida, ao longo de toda a República Velha e principalmente na década de 20, tanto no discurso científico que se associava à educação, quanto no projeto educacional voltado para a infância. O que se pretendia era promover intervençõ es no comportamento, nos hábitos e costumes do povo, homogeneizando uma complexa realidade para o estabelecimento de um maior controle social.

Biografía del autor/a

José Augusto Ramos da Luz, Universidade Estadual de Feira de Santana. Faculdades Jorge Amado. Universidade Federal da Bahia.

Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS. Professor das Faculdades Jorge Amado – FJA. Doutorando em História Social pela Universidade Federal da Bahia – UFBA.

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Publicado

2005-01-11

Cómo citar

Luz, J. A. R. da. (2005). Educação, progresso e disciplina na Salvador Republicana: a criança como ponto de partida. Candombá, 1(1), 33–42. Recuperado a partir de https://publicacoes.unijorge.com.br/candomba/article/view/597

Número

Sección

Artigos