HAMLET E OS JOGOS DE CENA
DOI:
https://doi.org/10.63052/revistaolhares.v1i13.110Palabras clave:
campo expandido, dramaturgia, teatro, contemporâneo, arte.Resumen
A proposta desse texto é pensar processos de montagens e remontagem de obras a exemplo de Hamlet de Shakespeare, analisando-se os espaços de bordas que reverberam experiências do fora. Pretende-se, portanto, pensar como os elementos pré-dramáticos e extra dramáticos, circunscritos nos espaços latentes nas montagens dessa obra, em suas ausências ou deslocamentos fraturam a ideia da representação. Pensar o conceito de criação a partir do olhar para os elementos do fora da cena, portanto, pressupõe analisar como remontagens potencializam alargamentos de sentidos, observando-se elementos, antes concebidos como ensaios, coxias, preparações, ruídos, pré-textos, ou mesmo pós-textos, na cena contemporânea, incorporam-se ao ato cênico, desmontando a ideia de representação. Aborda-se também, nesse sentido, o campo do ensino das artes cênicas a partir do tensionamento de questões como linguagem, temporalidade, espacialidade, gêneros, textualidade, tendo como ponto nodal a noção do campo expandido.
Descargas
Citas
COHEN, Renato. Work in progress na cena contemporânea: criação, encenação e recepção. São Paulo: Perspectiva, 2004.
BECKETT, Samuel. "À espera de Godot". In: BECKETT, Samuel. Teatro de Samuel Beckett. Lisboa: Arcádia, s.d.
DANAN, Joseph. O que é a dramaturgia? 2. ed. Évora: Editora Licorne, 2010.
ESSLIN, Martin. Uma anatomia do drama. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.
HEATHFIELD, Adrian. ―Dramaturgia sin dramaturgo‖. En Repensar la dramaturgia. Errancia y Transformação. Murcia: Centro Párraga. 2013.
KRAUSS, Rosalind. A escultura no campo ampliado. Trad. Elizabeth Carbone Baez. Revista Gávea, Rio de Janeiro, v. 1, p. 87-93, 1985.
LEPECKI, Andre. "No estamos listos para el dramaturgo: Algunas notas sobre la dramaturgia en danza" In: VV.AA., Repensar la dramaturgia: Errancia y transformación. Publicaciones Centro Párraga/CENDEAC, 2011.
LEPECKI, André. "Verbetes-afetivos / Verbetes aflitivos". Disponível em: <http://tecidoafetivo.com/?page_id=319> Acesso em maio de 2010.
MENDES, Cleise Furtado. “A ação do lírico na dramaturgia contemporânea”. In: Revista aSPAs. Vol 5, n.2. São Paulo: USP, 2015, p.6-15. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2238-3999.v5i2p5-15
MOTA, Marcus. Dramaturgia: conceitos, exercícios e análises. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2017.
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2008.
RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. São Paulo: WMF; Martins Fontes, 2012.
SARRAZAC, Jean-Pierre. O futuro do drama. Tradução de Alexandra Moreira da Silva. Porto: Campos das Letras, 2002. Disponível
em: https://www.academia.edu/15301564/O_Futuro_do_Drama.
SARRAZAC, Jean-Pierre et al. (Org.). Léxico do drama moderno e contemporâneo. São Paulo: Cosac Naify, 1a edição eletrônica, 2013.
SARRAZAC, Jean-Pierre. Poética do Drama Moderno: de Ibsen à Koltès. 1a. ed. São Paulo: Perspectiva, 2017. SARRAZAC, Jean-Pierre (Org.). Léxico do Drama Moderno e Contemporâneo. São Paulo: Cosac&Naif, 2012.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno. (1880-1950). São Paulo: Cosac Naify, 2001.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2024 Revista Olhares

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.

Este trabalho está licenciada sob uma licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/




