MURILO MENDES, ESPINOSA, DIVINDADE E MUNDO FÍSICO
Palavras-chave:
Filosofia, Gebhardt, Natureza, Paixões, SagradoResumo
Diferente daquilo que se poderia esperar de um intelectual católico moldado durante a primeira metade do século 20 e em posição contrária aos processos criativos inseridos em confrontos do tipo sagrado e profano, Murilo Mendes integra na mesma conformidade as ações do cotidiano com aquilo que estas provocam no interior de cada indivíduo. Reconhecido como um transgressor das formas de expressão literária, conjuga o conhecimento particular da ciência com a manifestação de uma esperança subjetivamente fundamentada. Este artigo examina o itinerário das noções de divindade e mundo físico presentes nas memórias de Murilo Mendes – preferencialmente, as publicadas em A idade do Serrote − que permitem entrevê-las como compatíveis com a perspectiva interpretativa da tradição de comentadores delineada por Carl Gebhardt para a obra de Espinosa em dois aspectos: a totalidade como sistematizável a partir da vida prática e a filosofia como uma religião metafísica. Defende-se que, nem sempre citado, Espinosa está presente no conjunto dos conteúdos das exposições murilianas.
Downloads
Referências
ARAÚJO, Laís Corrêa de. Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva, 2000. 398 p. (Signos, 29).
BANDEIRA, Manuel. Apresentação de Murilo Mendes. In: MENDES, Murilo. Poesia Completa e Prosa. Organização, preparação do texto e notas de Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. 1746 p. (Biblioteca Luso-brasileira. Série brasileira).
BOCHENSKI, I. M. A History of Formal Logic. Translated and edited by Ivo Thomas. Notre Dame, Indiana: University of Notre Dame Press, 1961. 567 p
CORREIA, É. B. Coisificação e subjetividade na poesia de Murilo Mendes. Revista Eletrônica Literatura e Autoritarismo – Dossiê nº 12, Novembro de 2012 – ISSN 1679-849X, p. 121-140. Disponível em: << http://w3.ufsm.br/grpesqla/revista/dossie12/ >>, 24nov2024, 08:24 h.
GALLE, Helmut. Memória individual e memória cultural. O terrorismo alemão dos anos de 1971 em textos ficcionais. In: GALLE, Helmut; SCHMIDT, Rainer (organizadores). A memória e as ciências humanas: um conceito transdisciplinar em pesquisas atuais na Alemanha e no Brasil. São Paulo: Humanitas, 2010. 277 p.
GAINZA, M. A “transindividualidade” spinozista: entre a determinação e a expressão. Dissertatio (UFPel), v. 31, p. 77-95, 2010.
GEBHARDT, Carl. Spinoza, Traducción de Oscar Cohan. Buenos Aires: 940, Editorial Losada, 2007. 176 p.
JACOBBI, Ruggero. Parábola de Orfeu. In: MENDES, Murilo. Poesia Completa e Prosa. Organização, preparação do texto e notas de Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. 1746 p. (Biblioteca Luso-brasileira. Série Brasileira).
LUKÁCS, Georg. Teoria do Romance. Tradução de Alfredo Margarido. Lisboa: Editorial Presença, [?]. 203 p. (Biblioteca de Ciências Humanas, 5).
MARGARIDO, Alfredo. Posfácio. In: LUKÁCS, Georg. Teoria do Romance. Tradução de Alfredo Margarido. Lisboa: Editorial Presença, [?]. 203 p. (Biblioteca de Ciências Humanas, 5).
MENDES, Murilo. A idade do serrote. Rio de Janeiro: Record, 2003. 191 p.
MENDES, Murilo. Carta à autora. p. 67. In: ARAÚJO, Laís Corrêa de. Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva, 2000. 398 p. (Signos, 29).
MENDES, Murilo, Poesia completa e prosa. Organização, preparação do texto e notas de Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 1746 (Biblioteca Luso-Brasileira – Série Brasileira).
MENDES, O discípulo de Emaús, In: MENDES, Murilo. Transístor: antologia de prosa 1931-1974. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. 414 p.
ROCHA, W. T. A., Uma bagunça transcendente: o primado da errância e da descontinuidade na poesia de Murilo Mendes. Eixo Roda, Belo Horizonte, v. 31, n. 1, p. 134-160, 2022.
TATIÁN, Diego. Prólogo. In: GEBHARDT, Carl. Spinoza. Tradução de Oscar Cohan. Buenos Aires: Losada, 2007. 176 p.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 José Edelberto Araújo de Oliveira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Este trabalho está licenciada sob uma licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/




