A pandemia, a velhice e a vacina

uma metáfora do renascer

Autores

  • Marcos Uzel Unijorge. Universidade Federal da Bahia.

Palavras-chave:

Pandemia, Velhice, Vacina, Renascimento

Resumo

A emoção de ter visto nos noticiários televisivos as imagens de pessoas idosas se vacinando contra a covid-19, em meio às tensões da pandemia e no desenrolar de angustiantes meses de distanciamento social, nos leva a refletir sobre a ideia de renascimento como uma metáfora que se coloca de frente para os limites do tempo. Em janeiro de 2021, homens e mulheres representantes de uma parcela da população tão vulnerável a essa grave doença começaram a receber no Brasil uma injeção de vitalidade. A reação de alívio demonstrada por cada idoso flagrado pelas câmeras de tevê, enquanto recebia a dose da vacina, pareceu anunciar que as sensações de estar vivo se renovaram. Aquele líquido adentrando corpos impregnados por marcas tão latentes do avançar dos anos significou um revigoramento, um sentido de alegria de viver, um ressurgir. Renascer na velhice não deixa de ser uma forma de se impor com autoestima diante de preconceitos históricos.

Biografia do Autor

Marcos Uzel, Unijorge. Universidade Federal da Bahia.

Professor dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Cinema e Audiovisual da Unijorge. Jornalista, escritor e professor com pós-doutorado em artes cênicas e doutorado/mestrado em cultura e sociedade pela Universidade Federal da Bahia.

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Publicado

2021-11-10

Como Citar

Uzel, M. (2021). A pandemia, a velhice e a vacina: uma metáfora do renascer. Apoena, 4, 1–7. Recuperado de https://publicacoes.unijorge.com.br/apoena/article/view/273

Edição

Seção

Artigos