Reflexões sobre o arquétipo da bruxa

O mito de Hécate e o processo de demonização feminina

Autores

  • Inge Buchs Marchesini Centro Universitário Jorge Amado
  • Kércia Fonsecada Cruz Centro Universitário Jorge Amado
  • Maria da Glória Gonçalves Santos Centro Universitário Jorge Amado. Fundação Oswaldo Cruz.

Palavras-chave:

Feminino, Arquétipo, Demonização

Resumo

O presente artigo teve como objetivo discutir sobre o processo de demonização feminina que faz parte da história de diversas sociedades, através da análise de documentos dos séculos XV e XVIII que perpassam o período da inquisição e caça às bruxas, bem como artigos empíricos que refletem sobre o papel social do feminino medieval e atual, e o mito de Hécate, a partir da perspectiva da Psicologia Analítica, trazendo o arquétipo da bruxa como principal referencial teórico ao traçar um comparativo com a forma que a mulher é vista no mundo contemporâneo e os processos de demonização sofridos na idade média.

Biografia do Autor

Inge Buchs Marchesini, Centro Universitário Jorge Amado

Graduanda do curso de Psicologia no Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE).

Kércia Fonsecada Cruz, Centro Universitário Jorge Amado

Graduanda do curso de Psicologia no Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE).

Maria da Glória Gonçalves Santos, Centro Universitário Jorge Amado. Fundação Oswaldo Cruz.

Professorado curso de Psicologia no Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE).

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Publicado

2020-11-03

Como Citar

Marchesini, I. B., Cruz, K. F., & Santos, M. da G. G. (2020). Reflexões sobre o arquétipo da bruxa: O mito de Hécate e o processo de demonização feminina. Apoena, 3, 1–11. Recuperado de https://publicacoes.unijorge.com.br/apoena/article/view/266

Edição

Seção

Artigos