(Des)Envelope

o cotidiano em uma troca mínima

Autores

  • Davi Assunção dos Santos UNIJORGE
  • Milena Nascimento de Souza UNIJORGE
  • Moises Oliveira Alves UFBA

Palavras-chave:

Envelope-de-artista, Arte e vida, Clínica e experimentação, Produção de saúde, Contemporâneo

Resumo

A escrita deste artigo é uma proposta de alargar, ainda mais, uma produção de arte, que surge, justamente, neste cenário de Pandemia da Covid-19, em que os artistas-pensadores, geograficamente distantes, trocam cartas poéticas-virtuais, usando do acontecimento presente para a feitura de um livro-objeto: envelope-de-artista; obra esta que transita por espaços virtuais-físicos-etc, que vaza para outros modos do fazer artístico (audiovisual, sonoro, imagético, plástico). É a partir destas zonas de contágio que o envelope convoca os artistas a pensá-lo também como uma produção experimental do contemporâneo, isto é, que instaura uma perspectiva expandida de arte, teoria e crítica literária. Deste modo, este corpo-texto se une a pensadores que erguem processos fundamentais sobre arte e vida. Ao entrar em contato com a escrita de Roberto Corrêa dos Santos (2015), aliam-se a ele a fim de propor uma escrita que permeia os conceitos de Clínica e Experimentação: fazer da escrita, campo de movências, produção de saúde; fazer da vida, obra, realidade e ficção. Ao longo destes desdobramentos, surgem outros conceitos, igualmente artísticos-experimentais, como o de rede e vagar, pensado por Deligny (2015); de sensação, por José Gil (2020); além de atravessamentos do pensamento deleuziano e agambeniano, que por suas respectivas forças teóricas, acabam por contaminar esta escrita.

Biografia do Autor

Davi Assunção dos Santos, UNIJORGE

Licenciado em Letras – Língua Portuguesa e suas respectivas Literaturas – UNIJORGE.

Milena Nascimento de Souza, UNIJORGE

Licenciada em Letras – Língua Portuguesa e suas respectivas Literaturas – UNIJORGE.

Moises Oliveira Alves, UFBA

Doutor e Mestre em Literatura e Cultura pela UFBA, licenciado pela UFBA.

Referências

GIL, José. "Não é, no entanto, a multiplicidade dos instantes que nele prevalece, mas a ‘unidade da singularidade’, isto é, a possibilidade de cada instante reverberar tudo" (2020, p. 15).

GIL, José. "Nada é para nós – seja a realidade externa ou interna, percepções, sentimentos, pensamentos – se não sensações" (2020, p. 13).

GIL, José. "É como se dissesse: sou cada coisa, cada vez que a olho. Em outras palavras: isto é isto (embora a identidade de cada coisa só se sugere no fato de ela não ser toda as outras)" (2020, p. 14).

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Publicado

2020-11-03

Como Citar

Santos, D. A. dos, Souza, M. N. de, & Alves, M. O. (2020). (Des)Envelope: o cotidiano em uma troca mínima. Apoena, 3, 1–6. Recuperado de https://publicacoes.unijorge.com.br/apoena/article/view/251

Edição

Seção

Artigos