Elaboração de massas alimentícias a base de pecíolo e folhas de nabo
Palavras-chave:
Descarte de vegetais, reaproveitamento, massa alimentíciaResumo
A produção de alimentos brasileira compreende uma das maiores do mundo, sendo destaque a produção de frutas e hortaliças. Apesar desta posição, trata-se também de um país de contrastes, uma vez que parte considerável desta produção não cumpre a função alimentar, em virtude de perdas pós-colheita, que chegam a alcançar índices de até 40%. Diante esse contexto, este estudo objetivou desenvolver farinhas a base de vegetais de baixo valor comercial para que sejam inseridas em massas alimentícias. Para isto, coletou-se folhas e talos de nabo (Brassica rapa L.) de um centro de abastecimento localizado em Salvador – BA, no período de agosto de 2018 para elaboração de massa alimentícia fresca com a incorporação da parte “não-nobre” do nabo e avaliou-se suas características físico-químicas.
Referências
ABIMAPI. Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados. Kantar World Panel mostra quem são os consumidores de massas no Brasil. ABRAS, 19 jul. 2013. Disponível em: https://www.abras.com.br/clipping/geral/39005/kantar-world-panel-mostra-quem-sao-os-consumidores-de-massas-no-brasil. Acesso em: 10 mai. 2020.
ABIMAPI. Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados. Top 10 países em vendas. ABIMAPI, c2020. Disponível em: https://www.abimapi.com.br/estatisticas-massas-alimenticias.php. Acesso em: 10 maio 2020.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde. Resolução de Diretoria Colegiada RDC nº 14, de 21 de fevereiro de 2000. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Massa Alimentícia ou Macarrão. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2000/rdc0014_21_02_2000.html. Acesso em: 06 jun. 2020.
ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde. Resolução de Diretoria Colegiada RDC nº 263, de 22 de setembro de 2005. Regulamento técnico para produtos de cereais, amidos, farinhas e farelos. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/rdc0263_22_09_2005.html. Acesso em: 06 jun. 2020.
ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde. Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 54, de 12 de novembro de 2012. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/%2033880/2568070/rdc0054_12_11_2012.pdf/c5ac23fd-974e-4f2c-9fbc-48f7e0a31864. Acesso em: 06 jun. 2020.
EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Intercâmbio Brasil - União Europeia Sobre Desperdício de Alimentos: Relatório Final 2018. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1105525/intercambio-brasil-uniao-europeia-sobre-desperdicio-de-alimentos-relatorio-final. Acesso em: 17 abr. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2. ed. Brasília, 2014.
BENITEZ, Raúl Osvaldo. Perdas e desperdícios de alimentos na América Latina e no Caribe. FAO, 2018. Disponível em: http://www.fao.org/americas/noticias/ver/pt/c/239394/. Acesso em: 10 jun. 2020.
CHANG, Yoon Kil; FLORES, Héctor Eduardo Martínez. Qualidade tecnológica de massas alimentícias frescas elaboradas de semolina de trigo durum (T. durum L.) e farinha de trigo (T. aestivum L.). Ciênc. Tecnol. Aliment., v. 24, n. 4, p. 487-493, 2004.
DAMODARAN, Srinivasan; PARKIN, Kirk L. Química de alimentos de Fennema. 4. Ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.
AGROSTAT. Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 2018. Disponível em: http://indicadores.agricultura.gov.br/agrostat/index.htm. Acesso em: 28 jun. 2020.
FAO. FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA. Food wastage footprint: impacts on natural resources – Summary Report. 2013. 63 p. Disponível em: http://www.fao.org/docrep/018/i3347e/i3347e.pdf. Acesso em: 04 mai. 2020.
FAO. FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA. The State of Food and Agriculture - SOFA. Moving forward on food loss and waste reduction. Rome, 2019. Disponível em: http://www.fao.org/policy-support/tools-and-publications/resources-details/en/c/1242090/. Acesso em 15 de abr. 2020.
FAO. FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA. Fome aumenta no mundo e afeta 821 milhões de pessoas. ONU, 2018. FAO. Disponível em: https://nacoesunidas.org/fao-fome-aumenta-no-mundo-e-afeta-821-milhoes-de-pessoas/. Acesso em: 24 mai. 2020.
LABUZA, T. P.; TANNEMBAUM, S. R.; KAREL, M. Water content and stability of low-moisture and intermediate-moisture foods. Food Technology, v. 24, p. 543-550, 1970.
NAGASAKI, Hanna Sayuria. Aproveitamento integral de cenoura para o desenvolvimento de macarrão tipo talharim. 2019. 32f. Monografia (Bacharelado em Engenharia dos Alimentos) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Minas Gerais, 2019.
NUNES, Juliana Tavares. Aproveitamento integral dos alimentos: qualidade nutricional e aceitabilidade das preparações. 2009. 65 f. Monografia (Especialização em Qualidade de Alimentos) – Universidade de Brasília, Brasília, 2009.
SILVA, Elga Batista da; SILVA, Eliane Sena da. Aproveitamento integral de alimentos: avaliação sensorial de bolos com coprodutos da abóbora (Cucurbita moschata, L.). Revista Verde, v. 7, n. 5, p. 121-131, Mossoró – RN, dez. 2012.
SILVA, Maria Luiza Tonetto; BRINQUES, Graziela Brusch; GURAK, Poliana Deyse. Utilização de farinha de subproduto de brotos para elaboração de massa alimentícia fresca. Brazilian Journal Of Food Technology. v. 22, Campinas, 2019.
SOARES, Antônio Gomes; FREIRE JUNIOR, Murillo. Perdas de frutas e hortaliças relacionadas às etapas de colheita, transporte e armazenamento. In: ZARO, Marcelo (org.). Desperdício de alimentos: velhos hábitos, novos desafios. Caxias do Sul, RS: Educs. 2018. Disponível em: https://www.ucs.br/site/midia/arquivos/e-bookdesperdicio-de-alimentos-velhos-habitos.pdf. Acesso em: 10 jun. 2020.
NEPA. Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alimentação. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO). 4. ed. Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2011.